Abril 12, 2024
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Governo recua e admite que errou ao dizer que partes da Bíblia são ‘inapropriadas’ Featured

Governo recua e admite que errou ao dizer que partes da Bíblia são ‘inapropriadas’ Cegonha (Foto: Reprodução/Canva)

O evangelista de rua John Dunn, de 55 anos, está mais aliviado agora, depois que o governo do Reino Unido admitiu que errou ao dizer que partes da Bíblia seriam “inapropriadas” para o atual contexto da humanidade.

Isso aconteceu depois que Dunn foi alvo de um processo judicial por ter pregado a Palavra de Deus para duas mulheres homossexuais. Na ocasião, elas disseram a ele que estavam casadas, e o evangelista alertou sobre a condenação bíblica sobre a prática homossexual.

“A Bíblia diz que os homossexuais não herdarão o Reino de Deus”, disse ele. Como resultado, Dunn foi acusado pelas mulheres de “homofobia” e o seu caso foi parar no Crown Prosecution Service (CPS).

“Há referências na Bíblia que simplesmente não são mais apropriadas na sociedade moderna e que seriam consideradas ofensivas se declaradas em público”, disse o CPS sobre o assunto.

Apesar do CPS não ter condenado judicialmente o evangelista, o órgão fez pontuações críticas sobre a Bíblia, destacando trechos, por exemplo, sobre a escravidão e a pena de morte, registros que contém nas Escrituras como referências a acontecimentos históricos e que nada têm a ver com a pregação de Dunn.

Reviravolta

Com a repercussão negativa do caso, inclusive na imprensa internacional, o governo do Reino Unido admitiu seu erro. Isso aconteceu depois que a Baronesa Hoey levou o caso à Câmara dos Lordes.

O Barão Stewart de Dirleton, Advogado Geral da Escócia, respondeu à Baronesa dizendo que o CPS “empreendeu uma revisão pós-caso e reconhece que a declaração foi inapropriada”.

Para Dunn, o novo posicionamento do CPS é algo importante para a liberdade religiosa em seu país. “Espero que o que aconteceu proteja outros cristãos que se encontram injustamente do lado errado da lei por falar a verdade bíblica”, disse ele, segundo o Christian Concern.

Sobre a falsa acusação de homofobia, o evangelista reiterou a sua posição, mantendo o seu compromisso com a Palavra de Deus, o qual todo cristão possui o dever de seguir e defender.

“Quando prego, só digo o que está na Bíblia. Quando elas me disseram que estavam em um casamento entre pessoas do mesmo sexo, fiquei preocupado com elas. Tive que comunicar as consequências de suas ações com base no que a Bíblia diz”, disse ele.

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Last modified on Sexta, 23 Dezembro 2022 09:34